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Doença Inflamatória Intestinal e microbioma

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Embora compartilhem muitas características epidemiológicas, imunológicas, terapêuticas e clínicas, Crohn e retocolite são dois subtipos distintos de DII no nível do microbioma

Depois de uma década de estudos sobre microbiomas, pesquisadores do Departamento de Gastroenterologia do Vall d’Hebron Research Institute, em Barcelona, vincularam a DII a uma alteração na comunidade microbiana intestinal de indivíduos geneticamente predispostos.

No estudo “A microbial signature for Crohn’s disease”, os cientistas compararam o microbioma fecal de pacientes com doença de Crohn e retocolite ulcerativa e indivíduos sem DII, em um estudo longitudinal com 2.045 amostras fecais de pacientes com DII de quatro países (Espanha, Bélgica, Reino Unido e Alemanha). Os resultados apontaram que, embora compartilhem muitas características epidemiológicas, imunológicas, terapêuticas e clínicas, Crohn e retocolite são dois subtipos distintos de DII no nível do microbioma.

A disbiose intestinal – desequilíbrio da microbiota que afeta a digestão e o sistema imunológico – foi maior nos pacientes com Crohn em relação à retocolite, com menor diversidade microbiana e um estado mais instável da comunidade microbiana. Os cientistas descobriram, ainda, que a perda de microrganismos benéficos está mais associada à doença de Crohn do que o ganho de mais bactérias patogênicas. Entre os microrganismos benéficos encontrados nas amostras havia alguns envolvidos na produção de butirato – um ácido graxo de cadeia curta (AGCC) produzido por bactérias localizadas no cólon por meio da fermentação de amido resistente, fibras dietéticas e outros polissacarídeos pouco digeríveis, como Faecalibacterium, Christensenellaceae, Methanobrevibacter e Oscillospira.

As conclusões confirmam os resultados de muitos outros estudos que relatam menor abundância relativa de Faecalibacterium em pacientes com Crohn, e também mostram que esse gênero não está ausente em pacientes com retocolite ulcerativa, tornando-o um marcador útil para determinar a DII.

As espécies bacterianas Christensenellaceae, Methanobrevibacter e Oscillospira também foram correlacionadas com indivíduos com baixo índice de massa corporal (IMC <25). Os cientistas encontraram, ainda, microrganismos patogênicos potenciais, denominados patobiontes, como Fusobacterium e Escherichia – o primeiro associado a infecções e câncer colorretal e o último com DII.

Fonte: ABCD em Foco nº 68

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