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Diferença entre bullying e preconceito

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Chegamos ao domingo e como combinado, ao final dessa série de textos sobre bullying

Confesso que ainda não estou satisfeita com o que consegui compartilhar com vocês. Quem sabe continuo escrevendo sobre esse tema aqui no Farmale? Por hora preciso descansar o pensamento sobre esse assunto. Foi dolorido demais para mim o que aconteceu com o menino Seven Bridges e passar esses últimos dias lendo textos, artigos e notícias sobre o bullying, juntando com a tragédia de Brimadinho/MG (sei que são assuntos diferentes), me deixou em luto, sim esse é o sentimento, luto. Preciso então reorganizar as ideias,  ‘colocar a casa em ordem’ e recomeçar a pensar no assunto.
Agradeço imensamente a todos que leram, enviaram mensagens… pessoas que se sensibilizaram e se engajaram nessa luta de conscientização, compartilhando os textos. Muito obrigada!

“Uma andorinha só não faz verão, mas pode acordar o bando todo. Que cada um seja essa andorinha acordando o bando todo e fazendo a sua parte.” Robinson Padial

Vamos ao terceiro texto: O bullying é mais difícil de combater do que o preconceito

O termo bullying serve para definir a prática, individual ou em grupo, de agressões físicas e psicológicas, durante um período de tempo, sobre vítimas consideradas mais fracas em uma relação de poder e que, portanto, não são capazes de reagir suficientemente para fazer cessar a agressão. Diferentemente do que ocorre com o preconceito, as razões que levam os indivíduos a praticarem o bullying não tem relação com medos e inseguranças pessoais projetadas no alvo, mas sim com uma necessidade narcisista de se destacar, dominando e destruindo o outro. Tanto é verdade isso, que sem platéia, a pessoa que pratica o bullying não vê mais graça em prejudicar a vítima.
O Professor José Leon Crochik, que coordena o Laboratório de Estudos sobre o Preconceito (LAEP) do Instituto de Psicologia da USP, aponta também que o preconceito tende a produzir justificativas mais demarcadas para sua existência, então, alguém que persegue os judeus, por exemplo, argumentaria que o faz por se tratarem de parasitas, mentirosos, etc.

O bullying, por outro lado, não tem um alvo específico, “torna-se vítima quem estiver à disposição para poder ser destruído, para poder ter sua vontade dominada pelo agressor. A ideia é poder humilhar e destruir”, afirma o pesquisador. Essa diferença é importante porque ajuda a explicar o motivo pelo qual o bullying é mais difícil de combater do que o preconceito.

Como enfrentar o bullying

Crochik lembra que vivemos em uma sociedade que estimula a competição e que, portanto, instiga a divisão entre fracos e fortes, o que gera tensão. “A vontade de destruição surge para poder eliminar essa tensão”. Para ele, um passo importante rumo ao combate do problema é sua discussão no âmbito escolar. “A ideia é a de poder pensar o ridículo da competição. Se vivemos juntos, é ótimo que o outro também tenha habilidades, porque precisamos dele. Quando não quisermos dominar ou vencer quem quer que seja, poderemos viver em paz e tranquilos”, afirma.

Em curto prazo, é importante que o alvo do bullying encontre meios de reagir para que as agressões parem. Conversar sobre o que acontece com seus pais, professores ou orientadores pode ajudar.

Tolerância e respeito às diferenças contra o bullying

Só assim se consegue afastar o fantasma do preconceito e formar jovens mais tolerantes. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade.

Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

Para Marilene Proença, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), “O bullyng evidencia, através das crianças, todos os preconceitos existentes em nossa sociedade, como a intolerância às diferenças sociais, sexuais, regionais. Em última análise, é um reflexo dos valores difundidos por amplos setores da sociedade. São valores que acabam sendo interpretados pelas crianças, que os expressam com outras crianças, em ambientes como o escolar”.
Para a psicóloga, pais, pedagogos, comunicadores e outros profissionais devem estimular uma cultura de paz, na qual se valorize a tolerância e o respeito às diferenças.

“Nossa sociedade está tão intolerante que a violência passa a ser uma atitude para expressar a falta de diálogo e de acolhimento”, completou Marilene.

Fontes:

  1. Jornal do Campus – USP
  2. Nova Escola
  3. Agência Brasil EBC
  4. Sputnik News

Bom saber: Apesar de não ter um programa específico voltado para o atendimento de vítimas de bullying, o IPUSP oferece atendimento psicológico, psicoterapia e outros serviços em sua clínica-escola. Os interessados podem entrar em contato por telefone para pedir informações adicionais. Contato:
IPUSP
Av. Prof Mello Moraes, 1721 -Bloco D – Cidade Universitária – São Paulo – SP
Site: http://www.ip.usp.br/
Telefones: (11) 3091 8248 / 8223

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2 comentários

  1. O respeito e o amor ao próximo tá cada vez menos. Que possamos seguir o conselho de Jesus …ame a Deus sobre todas as coisas e o teu próximo como a te mesmo .amar ao próximo como a nós mesmo envolve percebe que cada um de nós temos a essência de Deus …o amor .basta praticar !

    1. Obrigada pela mensagem Walace! Mais amor ao próximo, uma das coisas que estão falta mesmo, mas vamos seguir deixando o nosso amor por aí, sem desanimar. Sinta-se abraçado!

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