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Você ingere muitos estabilizantes?

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Segundo uma pesquisa publicada na Revista Nature, os conservantes artificiais usados em muitos alimentos processados pode aumentar o risco de doenças inflamatórias intestinais e distúrbios metabólicos.  O estudo realizado em ratos identificou produtos químicos conhecidos como agentes emulsionantes que alteram a composição de bactérias no cólon.

Cerca de 15 emulsionantes diferentes são usados em alimentos processados. Para as agências reguladoras, como a US Food and Drug Administration (FDA), os emulsionantes são “geralmente considerados como seguro”, porque não há nenhuma evidência de que eles aumentam o risco de câncer ou apresentem efeitos tóxicos em mamíferos.

Confira o artigo completo com mais detalhes do estudo no link abaixo:

Alguns emulsificantes nos rótulos dos alimentos: carragena, lecitina, polisorbato 80, poligliceróis e goma xantana. São adicionados aos alimentos para que durem mais nas prateleiras, melhorem sua textura e impeçam que os ingredientes se separem. Todos são aprovados mundialmente pelas autoridades de saúde.


Os pesquisadores alimentaram ratos com emulsificantes mais comuns – polisorbato 80 e carboximetilcelulose – em doses comparáveis às ingeridas por humanos. O que viram foi a modificação da microbiota intestinal, estas mudanças não apenas aumentaram a chance de ocorrência de doenças relacionadas à obesidade, mas ainda de doenças inflamatórias intestinais. Segundo os autores, estudo recente sugeriu que o consumo dos emulsificantes alimentares, ao longo da última metade século, contribuiu para maior incidência de doenças inflamatórias intestinais e de síndrome metabólica.

Depois de digerirem os emulsificantes, os ratos sofreram distorção em seus níveis de glicose no sangue, inflamação da camada mucosa intestinal e ganharam mais peso, concentrado especialmente no abdômen. 

Outro estudo, da Universidade de Michigan, descobriu que comidas processadas viciam e fazem pessoas se alimentarem em excesso. O cérebro reage a elas de forma parecida com que reage a drogas pesadas, informa o Medical Daily.

Diante de todas estas evidências, os pesquisadores enfatizam que estudos futuros são necessários para determinar o efeito global dos emulsificantes. Porém, é possível concluir que existe uma importante interação entre emulsificantes, metabolismo, obesidade, barreira intestinal e inflamação de baixa intensidade. Será que o seu consumo é mesmo recomendado? Você ingere muitos estabilizantes? Como eu sempre gosto de destacar, quanto menos embalagem no seu alimento, melhor. 


Guia Alimentar para a População Brasileira

O Ministério da Saúde lançou, na 263ª Reunião Ordinária do CNS, em 05 de novembro de 2014, o Guia Alimentar para a População Brasileira. O Guia Alimentar, produzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, substitui a versão anterior de 2006. 
O Guia Alimentar apresenta um conjunto de recomendações sobre alimentação que objetivam promover a saúde de pessoas, famílias e comunidades e da sociedade brasileira como um todo, hoje e no futuro. Especial atenção foi dada à prevenção da desnutrição, em forte declínio em todo o país, e à prevenção de enfermidades em ascensão, como a obesidade, o diabetes e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação. 
Uma importante característica do Guia Alimentar é a distinção feita entre: alimentos in natura ou minimamente processados; produtos alimentícios utilizados para temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias; e, ainda, entre alimentos processados, como pães e queijos; e alimentos ultraprocessados, como macarrão “instantâneo”, salgadinhos “de pacote” e refrigerantes. Levando em conta o impacto de alimentos e produtos alimentícios sobre a qualidade da alimentação, o Guia Alimentar faz quatro recomendações centrais visando a uma alimentação saudável:

– Faça de alimentos in natura ou minimamente processados, em grande variedade e predominantemente de origem vegetal, a base de sua alimentação.
– Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias.
– Limite o uso de alimentos processados, consumindo-os, em pequenas quantidades, como ingredientes de preparações culinárias ou como parte de refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados.
– Evite alimentos ult
raprocessados.



A regra de ouro que facilita o atendimento das quatro recomendações é simples como devem ser as regras de ouro: prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados.

Exemplificando, opte por água, leite e frutas em vez de refrigerantes, bebidas lácteas e biscoitos recheados. Prefira comida “feita na hora” (caldos, sopas, saladas, molhos, arroz e feijão, macarronada, refogados de legumes e verduras, farofas, tortas) no lugar de produtos prontos que dispensam preparação culinária (sopas “de pacote”, macarrão “instantâneo”, pratos congelados prontos para aquecer, sanduíches, frios e embutidos, maioneses e molhos industrializados, misturas prontas para tortas). Fique com sobremesas caseiras, dispensando as industrializadas.

Outra característica relevante do Guia Alimentar é basear suas recomendações em padrões de alimentação efetivamente praticados por uma parcela substancial da população brasileira, aquela que ainda usa como base de sua alimentação os alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias feitas com esses alimentos.

O Guia Alimentar dá grande importância às formas pelas quais os alimentos são produzidos e distribuídos, privilegiando aqueles cuja produção e distribuição seja socialmente e ambientalmente sustentável, como os alimentos orgânicos e de base agroecológica.

Destaque especial é dado também às circunstâncias que envolvem o ato de comer, aconselhando-se regularidade e atenção, ambientes apropriados e, sempre que possível, o comer em companhia. Os benefícios são explicados em detalhe no Guia Alimentar: melhor digestão e aproveitamento dos alimentos, controle mais eficiente do quanto se come, mais oportunidades de convivência com familiares e amigos, maior interação social e, de modo geral, mais prazer com a alimentação.

“O Guia Alimentar para a População Brasileira contém recomendações que trazem benefícios para as pessoas, para a sociedade e para o planeta”, destaca Carlos Augusto Monteiro, professor titular de Nutrição e Saúde Pública da Universidade de São Paulo e responsável pela orientação da equipe técnica que elaborou o Guia Alimentar.

O capítulo final do Guia Alimentar antecipa os obstáculos que podem impedir a adoção de suas recomendações pelos brasileiros – oferta e preço de alimentos in natura ou minimamente processados, falta de habilidades culinárias, falta de tempo e publicidade de alimentos ultraprocessados – e trata das ações necessárias para superar esses obstáculos, seja no âmbito pessoal ou familiar, seja no âmbito do exercício da cidadania.

“No Brasil, e em muitos outros países, a transmissão de habilidades culinárias entre gerações vem perdendo força”, admite Patrícia Jaime, Coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e responsável pela coordenação geral do projeto de elaboração do Guia Alimentar. Por isso, o Guia Alimentar dedica uma parte importante de suas recomendações à valorização do ato de cozinhar, ao envolvimento de homens e mulheres, adultos e crianças nas atividades domésticas relacionadas ao preparo de refeições e à defesa das tradições culinárias como patrimônio cultural da sociedade, conclui Patrícia.

As recomendações do Guia Alimentar são resumidas em “Dez Passos para uma Alimentação Adequada e Saudável”:

  1. Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação;
  2. Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias;
  3. Limitar o consumo de alimentos processados;
  4. Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados;
  5. Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia;
  6. Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados;
  7. Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias;
  8. Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece;
  9. Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora;
  10. Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.

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